sábado, 4 de dezembro de 2010
RETA FINAL DA CAMINHADA!
Muitos caminhos foram percorridos nesta caminhada do saber,muitas conquistas, aprendizados,inovações no trabalho e na vida pessoal.O caminho foi duro bastante estudo, mas com paciência, dedicação, apoio da família e principalmente muita fé em Deus estou concluindo mais essa etapa.
Hoje vejo que tudo na vida da gente não vem por acaso,durante esta caminhada muita coisa mudou na minha vida profissional, foi uma oportunidade maravilhosa de atualização de aprendizagem e de retomada e reflexão sobre conhecimentos pedagógicos que já tinha, mas não colocava em prática,pois faltava a teoria, tudo muda quando sabemos o que queremos e como vamos trabalhar, a diferença é muito grande o campo para interagir com a prática fica mais completo.
Para Freire, o homem e a mulher são os únicos seres capazes de aprender com alegria e esperança, na convicção de que a mudança é possível. Aprender é uma descoberta criadora, com abertura ao risco e `a aventura do ser, pois ensinando se aprende e aprendendo se ensina.
Hoje me vejo desta maneira aprendendo e compartilhando com meus alunos meus saberes.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
OS JOGOS E SUA IMPORTÂNCIA NA ESCOLA
JOGOS SIMBÓLICOS
No processo de desenvolvimento da criança, os jogos simbólicos, como estrutura, vêm depois dos jogos de exercício e caracterizam-se por seu valor analógico, ou seja, por se poder tratar A como se fosse B ou vice-versa. Essa é a grande novidade dessa estrutura se comparada à anterior. Trata-se, portanto, de repetir, como conteúdo, o que a criança assimilou como forma nos jogos de exercício. Agir, como a mãe em uma brincadeira de boneca, por exemplo, significa repetir, por analogia, o que a mãe tantas vezes fez com a criança em seu primeiro ano de vida. Significa também poder aplicar, agora como conteúdo, as formas dos esquemas de ação que assimilou em seus jogos de exercício.
Os jogos simbólicos caracterizam-se pela assimilação deformante (PIAGET, 1945). Deformante porque, nessa situação, a realidade (social, física, etc.) é assimilada por analogia, como a criança pode ou deseja. Isto é, os significados que ela dá para os conteúdos de suas ações quando joga são deformações — maiores ou não — dos significados correspondentes na vida social ou física. Graças a isso, pode compreender as coisas afetiva ou cognitivamente, segundo os limites de seu raciocínio. As fantasias ou os mitos que a criança inventa ou que escuta tantas vezes e que tanto a encantam são igualmente expressões dessa assimilação deformante. Têm, além disso, uma função explicativa: possibilitam à criança compreender, a seu modo, os temas neles presentes. Isso favorece a integração da criança a um mundo social cada vez mais complexo (adaptação à escola, hábitos de higiene e alimentação, etc.). Em outras palavras, os significados das coisas podem ser por intuição, imaginados por ela. Essas construções possibilitadas pelos jogos simbólicos serão como as regularidades, impulsionadas pelos hábitos nos jogos de exercício, fontes das operações.
Os jogos simbólicos contêm como parte, as características dos jogos de exercício, e os jogos de regra contêm igualmente como parte, as características de ambos. O mesmo ocorre no sentido oposto. Os jogos de exercício supõem regras e símbolos como elementos de sua estrutura, porque, quando alguém repete pelo prazer funcional, pelo valor lúdico, esta é a regra: o prazer funcional, a repetição pela repetição, a conquista do significado por si mesmo. E quem diz significado diz conquista simbólicas, interpretações, jogam de significação, forma de compreender as coisas segundo sua prática, segundo sua necessidade e possibilidade. Na estrutura dos jogos simbólicos, os aspectos fundamentais dos jogos de exercício estão presentes como parte, como elemento, porque, quando uma criança brinca de boneca, ela simula sua casa; brincando com bonecas, exercita papéis sociais, transforma as coisas, exercitando-as. Ou seja, no jogo simbólico, há exercício, prazer funcional, repetição. Ao mesmo tempo, a regra implícita no jogo simbólico é a da simulação ou analogia: “Isso não é isso, mas eu jogo como se fosse”. Esta é a regra: tratar A como B ou vice-versa. Essa é a condição. Ou seja, quando se joga simbolicamente, as regras e os exercícios são partes constituintes do jogo simbólico. O mesmo vale como já disse, para os jogos de regra, porque jogar com regras significa exercitar, repetir muitas vezes. Para quem aprecia o xadrez, uma vida é pouco para todas as partidas que se gostaria de jogar. Mas, igualmente, nesse jogo, há símbolos, convenções para os movimentos de cavalos, peões, damas, etc.; há combinados fundamentais para as regras dentro das quais, certamente, se ganha ou se perde a partida.
Os jogos são importantes na escola, mas antes disso são importantes para a vida.
As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que através destas atividades a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera mental-mente.
•O brinquedo e o jogo são produtos de cultura e seus usos permitem a inserção da criança na sociedade;
•Brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação;
•Brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona idéias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento.
As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que através destas atividades a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera mental-mente.
•O brinquedo e o jogo são produtos de cultura e seus usos permitem a inserção da criança na sociedade;
•Brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação;
•Brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona idéias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento.
domingo, 21 de novembro de 2010
Literatura, espaço diversificado na escola.
ZIRALDO NO COTIDIANO ESCOLAR:
Ziraldo é, indiscutivelmente, um dos melhores representantes da literatura infantil contemporânea com uma obra vasta e eclética capaz de lidar com o humor aliado à imagem e ao texto, através de palavras e formas, com um modo só dele de sensibilizar adulto e crianças. Brincando com os detalhes que acrescenta, com os comentários que faz sobre os personagens lugares e épocas, propicia a descoberta pelo leitor infantil de referências que os permitem interagirem com a sua obra.
De acordo com o próprio Ziraldo (2001) “o livro deve deixar a criança apaixonada para ela aprender a conviver com o livro por toda a vida. Não adianta querer fazer civismo com literatura infantil, nem se deve dar lições de moral, tentar tornar o livro “útil” a criança não gosta e vai abominar o hábito de ler ”. Para ele ler é mais importante que estudar.
O que encanta em Ziraldo é justamente o fato de escrever sem a pretensão de ensinar, mas ensinando, pois fala à criança do ponto de vista dela, com o olhar de criança. Essa forma de ensinar fica clara em seu livro “Uma professora muito maluquinha” (1995) no qual mostra uma forma diferente de ensinar, através da professora que traz propostas educacionais modernas para a época em questão (anos 40), contrapondo-se ao ensino tradicional e apresentando-se como uma verdadeira mediadora na construção do conhecimento e, portanto, facilitadora da aprendizagem, proposta pedagógica arrojada para a época e também para os nossos dias.
Ao escrever esse livro, Ziraldo preocupou-se constantemente com o respeito pela arte de ler e escrever. A professora muito maluquinha não é uma educadora qualquer, mas sim especial para os olhos dos educando, pois é ela quem ensina os alunos a entender o mundo que os cerca. Para que as crianças sentissem vontade de ler, ela sempre deixava recadinhos escritos na lousa como:
“Quem, até o fim da aula, tiver lido com cuidado esta frase e tiver prestado bastante atenção nela, vai escrever um bilhetinho para mim e deixar sobre a minha mesa com o seu nome. Neste bilete o aluno vai dizer qual foi à palavra que escrevi errada”.(Ziraldo, 1995,p.28)
Com essa atitude a professora pretendia despertar nas crianças o interesse pela leitura através de um desafio, tornando-as curiosas a respeito do texto. Dessa forma elas estariam treinando a leitura sem perceber. Além disso, trabalhava com o erro de maneira a torná-lo um fato comum tanto para professora como para aluno, desmitificando-o e aproveitando, ainda, para treinar a ortografia como se fosse uma brincadeira.
É dessa forma que Ziraldo nos mostra um jeito gostoso de ensinar os alunos a ler, através de uma narrativa bem humorada, característica do autor, bem como por meio da ilustração alegre e divertida fazendo com que o leitor acabe considerando a tal professora como a “professora ideal” pela sua forma de conduzir o aprendizado dos educando, mostrando os caminhos, respeitando as diferenças, motivando-os para construir seu próprio conhecimento. Alerta, ainda, para o fracasso do tradicionalismo da educação nos dias de hoje.
Outra forma de ensinar é o modo como sua obra aborda a infância, através de histórias como a do “Menino maluquinho”, “Vovó delícia”, “Um amor de família”, “Tia te amo” e várias outras que falam com ternura dessa época da vida, fazendo o leitor refletir sobre valores que estão esquecidos ultimamente, como a família, o respeito pelos mais velhos, os bons hábitos do “por favor”, “com licença”, enfim, a valorização das relações familiares, sem que se torne uma obra moralista e piegas.
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